Em muitas empresas, a negociação contratual acontece sob pressão de prazo e com foco quase exclusivo no fechamento. Nessa dinâmica, alguns erros parecem pequenos no momento, mas geram custo relevante depois.
Negociar sem critério interno
Quando a empresa entra na conversa sem critério interno, tende a ceder em pontos que não deveria e a insistir em ajustes que pouco alteram o risco real. O resultado é uma negociação longa e mal priorizada.
Tomar a minuta como padrão
O fato de uma cláusula aparecer com frequência não significa que ela seja neutra. Muitas minutas refletem a lógica de proteção da outra parte, e não um equilíbrio aceitável para os dois lados.
Aceitar responsabilidade demais
Cláusulas de responsabilidade abertas, multas mal calibradas e obrigações sem delimitação clara podem comprometer o retorno econômico do contrato. Esse é um dos pontos em que o prejuízo costuma ser mais relevante.
Descolar contrato e operação
O contrato pode parecer bem resolvido no papel e ainda assim ser ruim para quem vai executar. Se o texto cria obrigações que a empresa não consegue cumprir, a negociação saiu cara mesmo que o negócio tenha sido fechado.
Chamar o jurídico tarde
Quando o contrato chega ao jurídico com o fechamento emocionalmente decidido, a margem de ajuste fica menor. Em geral, quanto mais cedo a leitura contratual entra, melhor o nível da negociação.